ÍNDICE
INTRODUÇÃO
1. VENERAÇÃO DE IMAGENS
2. BATISMO
3. CONFISSÃO
4. A COMUNHÃO
5. CASAMENTO - SACRAMENTO INDISSOLÚVEL?
6 - CASAMENTO DOS PADRES?
7 - O PAPA
8-INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA
9- A BÍBLIA ¾ A ÚNICA FONTE
DA FÉ?
10 - BÍBLIA - E SEITAS
11- PECADORES NA IGREJA CATÓLICA
12- A VIRGINDADE DE MARIA
13
- VENERAÇÃO DE MARIA E DOS SANTOS
14-
PURGATÓRIO
15
- SANTIFICAÇÃO DO SÁBADO OU DOMINGO
16-
PAGAMENTO PELOS BATIZADOS E CASAMENTOS
17
- VALOR DOS MILAGRE
18
- FALSOS MILAGRES?
19
- O DOM DAS LÍNGUAS.
20
- ALCOÓLATRAS E FUMANTES.
21
- ESPIRITISMO E CRISTIANISMO.
22-
ORIGENS DE ALGUMAS IGREJAS E SEITAS CRISTÃS
INTRODUÇÃO
Os
bispos latino-americanos, reunidos com o Papa João Paulo
II em Santo Domingo, em outubro de 1992, reconheceram que o avanço
das seitas é um sério desafio para o catolicismo na
América Latina, e recomendam "instruir amplamente o
povo, com serenidade e objetividade, sobre as respostas que devem
dar às injustas acusações contra a Igreja Católica".
Já no primeiro século São Pedro escreveu aos
fiéis, advertindo-os: "Assim como entre o povo ( de
Israel ) houve falsos profetas, do mesmo modo haverá também
entre vós doutores, que introduzirão disfarçadamente
seitas perniciosas. Eles, renegando assim o Senhor que os resgatou,
atrairão sobre si uma ruína repentina. Muitos os seguirão
nas sua desordens e serão deste modo a causa de o caminho
da verdade ser caluniado..."( II Pd 2,1 -2).
Para ajudar o povo católico a defender-se destas injustas
acusações, e saber rechaçá-las, fornece-lhes
este livrinho as respostas bíblicas na sua verdadeira interpretação,
baseada na tradição apostólica. Com isso queremos
colaborar na realização do ardente desejo de Jesus:
"Para que todos sejam um, como Tu, Pai, em Mim e Eu em Ti;
para que o mundo creia que Tu Me enviaste"( Jo 17,21-22 ) e
"que haja só rebanho e um só Pastor"( Jo
10,16 ).
Além disso, o livrinho tenta promover a catequese dos adultos
e uma pastoral em prol da vivência religiosa mais autêntica.
O
Autor
TOPO
1.
VENERAÇÃO DE IMAGENS
ACUSAÇÃO: Os católicos praticam a
idolatria, fazendo e adorando imagens, o que Deus, proíbe
na Bíblia, dizendo; "Não farás para ti
escultura alguma do que está em cima nos céus, ou
abaixo sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra"(
Ex 20,4).
RESPOSTA: O mesmo Deus, no mesmo livro do Êxodo, manda
Moisés fazer dois querubins de ouro e colocá-los por
cima da Arca da Aliança ( Ex 25,18-20 ). Manda-lhe,
também fazer uma serpente de bronze e colocá-la por
cima duma haste, para curar os mordidos pelas serpentes venenosas
( Num 21,8-9 ). Manda, ainda, a Salomão enfeitar o
templo de Jerusalém com imagens de querubins, palmas, flores,
bois e leões ( I Reis 6,23-35 e 7,29 ), etc.
Seria uma grave blasfêmia desses "crentes" considerar
Deus como incoerente, já que num lugar da Bíblia manda
fazer imagens, esquecido que no outro lugar o teria proibido! Ora,
os primeiros cristãos martirizados aos milhares porque se
recusaram a adorar imagens de deuses falsos, estudaram a Bíblia
com mais atenção e respeito. Eles não tiravam
esses trechos proibitivos de seu contexto e, comparando-os com outros,
ficaram convencidos de que Deus proíbe apenas fazer imagens
de deuses falsos, e adorá-los, ¾ como o faziam os
vizinhos pagãos, ¾ mas Ele não proíbe
fazer outras imagens.
Eis o verdadeiro sentido desta proibição bíblica,
no seu contexto: "Eu sou o Senhor teu Deus, que te fez sair
do Egito, da casa da servidão. Não terás
outros deuses diante de minha face. Não farás
para ti escultura alguma do que (daqueles deuses, que na errada
imaginação dos pagãos) está em cima
nos céus, ou abaixo sobre a terra, ou nas águas, debaixo
da terra. Não te prostrarás diante deles e não
lhes prestarás culto, (à imitação
dos pagãos) ( Ex 20,2-5). Esta proibição,
intencionada por Deus, repete-se em vários lugares da Bíblia,
como por ex. "Não adores nenhum outro deus"(
Ex 34,14 ) ou "Não farás para ti deuses fundidos"(
Ex 34,17).
Por isso os primeiros cristãos pintaram nas catacumbas muitas
imagens das cenas bíblicas do Antigo e Novo Testamento e
legaram, para a veneração dos séculos posteriores,
as imagens de Cristo-Sofredor, na toalha de verônica, e no
sudário sepulcral, guardado em Turim, na Itália.
Alguns santos dos primeiros séculos afirmavam que as imagens
da Bíblia, da Via Sacra, de Jesus crucificado e dos Santos
são o único "livro" que também os
pobres e analfabetos entendem e aproveitam. Isso vale, ainda hoje,
para milhões de pessoas.
O sentido da veneração das imagens, segundo a tradição
dos Apóstolos, está resumido nesta bênção
de imagens do Ritual Católico:
"Deus eterno e todo-poderoso, não reprovais a escultura
ou a pintura das imagens dos santos, para que à sua vista
possamos meditar os seus exemplos e imitir as suas virtudes. Nós
pedimos que abençoeis e santifiquei esta(s) imagem (s), feita
(s) para recordar e honrar o vosso Filho Unigênito e nosso
Senhor Jesus Cristo ( ou: o (s) Santo (s) NN. Concedei a todos os
que diante dela (s) desejarem venerar e glorificar o vosso Filho
Unigênito ( ou: o (s) Santo (s) NN), que por seus merecimentos
e intercessão, alcancem no presente a vossa graça
e, no futuro, a glória eterna. Por Cristo, nosso Senhor Amém".
As
Imagens, Por quê? O culto às imagens hoje em dia é
muito discutida. As igrejas protestantes dizem se tratar de idolatria.
Vejamos: O livro do Êxodo proíbe aos israelitas a confecção
de imagens. Por quê? Porque poderiam dar a oportunidade dos
israelitas imitarem os povos pagãos. Mas essa proibição
não era de tudo. Deus mesmo mandou a confecção
de Imagens. Não acredita, vejamos: EX 25,17-22: "Igualmente
farás um propiciatório, de ouro puro; o seu comprimento
será de dois côvados e meio, e a sua largura de um
côvado e meio. Farás também dois querubins de
ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório.
Farás um querubim numa extremidade e outro querubim na outra
extremidade; de uma só peça com o propiciatório
fareis os querubins nas duas extremidades dele. Os querubins estenderão
as suas asas por cima do propiciatório, cobrindo-o com suas
asas, tendo as faces voltadas um para o outro; as faces dos querubins
estarão voltadas para o propiciatório. E porás
o propiciatório em cima da arca; e dentro da arca porás
o testemunho que eu te darei. E ali virei a ti, e de cima do propiciatório,
do meio dos dos querubins que estão sobre a arca do testemunho,
falarei contigo a respeito de tudo o que eu te ordenar no tocante
aos filhos de Israel." É Deus mandou a construção
de dois querubins... Por isso a Bíblia costuma dizer que
"Javé está sentado sobre os querubins" (cf
1sm 4,4; 2Sm 6,2; Rs 10,15; Sl 79,2; 98,1). Existem outras leituras
que eu aconselho a fazer para um melhor esclarecimento. Abaixo vão
as leituras e uma breve descrição: 1 Rs 6,23-28: O
texto menciona os querubins postos junto à Arca da Aliança
no Templo de Salomão. 1Rs 6,29s: As paredes do Templo de
Salomão foram revestidas de imagens de querubins. Nm 21,4-9:
O Senhor Deus mandou confeccionar a serpente de bronze para curar
o povo mordido por serpentes. 1Rs 7,23-26: O mar de bronze colocado
à entrada do palácio de Salomão era sustentado
por 12 bois de metal. 1Rs 7,28s: Havia entre os ornamentos do palácio
de Salomão imagens de leões, touros e querubins. Os
próprios judeus compreenderam que a proibição
de fazer imagens era condicionada por circunstâncias transitórios,
de modo que aos poucos foram introduzindo o uso de imagens nas suas
sinagogas. Vide o caso, por exemplo, da famosa sinagoga de Dura-Êuropos,
na Babilônia, na qual estavam representados Moisés
diante da sarça ardente, o sacrifício de Abraão,
a saída do Egito e a visão de Ezequiel. Já
é o suficiente???? Não, então tem mais....
Pelo ministério da Encarnação, sabemos que
Deus quis dirigir-se aos homens por meio da figura humana de Jesus,
o Messias. Este, por sua vez, quis ilustrar as realidades invisíveis
através de imagens, inspiradas pelas coisas visíveis:
assim, utilizou parábolas e alegorias que se referiam aos
lírios do campo, à figueira, aos pássaros do
céu, ao bom pastor, à mulher que perdeu sua moeda,
ao filho pródigo... Mais: a evolução dos povos,
que foram aprimorando sua cultura, tornou menos sedutora a prática
da idolatria. Isso tudo fez com que os cristãos compreendessem
que a proibição de fazer imagens já cumprira
seu papel junto ao povo de Israel; doravante prevaleceria a pedagogia
divina exercitada na Encarnação, que levava os homens
a passar das coisas visíveis ao amor pelas invisíveis.
A meditação acerca das fases da vida de Jesus e a
representação artística das mesmas tornaram-se
recursos através dos quais, o povo fiel procurou se aproximar
do Filho de Deus. Em conseqüência, os antigos cemitérios
cristãos (catacumbas) foram decorados com diversos afrescos,
geralmente inspirados em textos bíblicos: Noé salvo
das águas do dilúvio, os três jovens na fornalha
cantando, Daniel na cova dos leões, os pães e os peixes
restantes da multiplicação feita por Jesus, o Peixe
- Ichthys -, que simbolizava o Cristo... Nas igrejas, as imagens
tornaram-se a Bíblia dos iletrados, dos simples e das crianças,
exercendo função pedagógica de grande alcance.
É o que notaram alguns escritores cristãos antigos:
"O desenho mudo sabe falar sobre as paredes das igrejas e ajuda
grandemente" (São Gregório de Nissa, século
IV). Brigas na casa de Deus!!! Nos séculos VIII e IX, verificou-se
na Igreja uma disputa em torno do uso das imagens - a luta iconoclasta.
Por influência do judaísmo, do islamismo, de seitas
e de antigas heresias cristológicas, muitos cristãos
do Oriente puseram-se a negar a legitimidade do culto das imagens.
Os imperadores bizantinos tomaram parte na querela, mais por motivos
políticos do que por razões religiosas. A controvérsia
foi levada ao Concílio de Nicéia II (787); este, com
base nos raciocínios de grandes teólogos como São
João Damasceno, reafirmou a validade do culto das imagens;
culto de veneração, e não de adoração,
é preciso ressaltar. O culto das imagens é, portanto,
relativo; só se explica na medida em que é tributado
indiretamente àqueles representados pelas mesmas...
TOPO
2.
BATISMO
ACUSAÇÃO: O batismo dos católicos não
é válido! Só os adultos que crêem podem
receber validamente o batismo, que só vale por imersão!
RESPOSTA: Onde estão provas bíblicas para esta
afirmação? Não existem!
a) Alguns "crentes" afirmam que Jesus foi batizado no
rio Jordão por imersão. Mas, os Evangelhos não
falam disso! Pode ter sido batizado como o apresentam antigas estampas:
ficando com os pés no rio, enquanto S. João lhe derramava
a água, com a mão, na cabeça. Na verdade, o
modo de molhar o corpo com a água não tem importância!
Senão seria prescrito!
b) Outros afirmam que "baptizare, em grego, significa "imergir
na água", logo... Os biblistas, porém, documentam
que em várias passagens da Bíblia esta palavra significa,
igualmente, "lavar" ou "molhar" na água
as mãos, os dedos, os pés etc. São Paulo usa
esta palavra em 1 Cor 10,2: "Todos ( os Israelitas ) foram
batizados em Moisés, na nuvem e no mar ".(-
como símbolo do batismo cristão ). Sabemos, porém,
que este batismo não aconteceu por imersão pois os
Israelitas junto com todas as crianças, passaram o mar vermelho
a pé enxuto, tocando a areia úmida do mar. Quem
tomou o "batismo por imersão", foram os soldados
egípcios! E todos pereceram! (Ex.14,19-20). No batismo
vale mais a fé em Deus e a obediência a seu legítimo
representante do que a maneira de aplicar a água.
c) Alguns textos bíblicos indicam o batismo feito por imposição.
Em At 8,36-38 lemos sobre o batismo do eunuco etíope,
feito pelo diácono Filipe, no Caminho entre Jerusalém
e Gaza, onde não existe nenhum rio ou lagoa, em que seria
possível batizá-la por imersão. Há apenas
pequenas nascentes.
At 9,18-19 relata o batismo de Saulo convertido numa casa de
Damasco. Não havia piscina nem tempo para batismo por imersão;
pois, lemos: "Imediatamente lhe caíram dos olhos como
escamas, e recuperou a vista. Levantando-se, foi batizado,
e tomando alimento, recuperou as forças."
Igualmente em Filipos ( At 16,33 ) S. Paulo batizou o carcereiro
convertido: "Naquela hora da noite ( o carcereiro ) lavou-lhe
as chagas e imediatamente foi batizado ele e toda sua família".
E nos cárceres romanos não havia piscinas!
d) Como no caso acima, assim também na ocasião do
batismo de Lídia e de Estéfanas, S. Paulo menciona
que Lídia recebeu o batismo "com todos os de sua
casa "( At 16, 14-15 ) e "batizei a família de
Estéfanas" (1 Cor 1,16 ), onde, certamente, não
faltavam crianças pequenas.
O próprio Jesus afirma a Nicodemos: "Em verdade, em
verdade te digo, que quem não renascer da água
e do Espírito Santo, não pode entrar no Reino
de Deus". Para os primeiros cristãos esta regra valia
igualmente para as crianças. Por isso Santo Ireneu (
que viveu entre 140 a 204 ) escreveu: "Jesus veio salvar
a todos os que através dele nasceram de novo de Deus: os
recém-nascidos, os meninos, os jovens e os velhos"(
Adv. Haer. livro 2 ).
Orígenes ( 185 255 ) escreve: "A igreja recebeu dos
Apóstolos a tradição de dar batismo aos
recém-nascidos". ( Epist. ad Rom. Livro 5,9 ) .
E.S. Cipriano em 258 escreve: "Do batismo e da graça
não devemos afastar as crianças". ( Carta
a Fido ).
e) Na "Nova e Eterna Aliança" o batismo substituiu
a circuncisão da "Antiga Aliança", como
rito da entrada para o povo escolhido de Deus. Ora, se o próprio
Deus ordenou a Abraão circuncidar os meninos já no
8° dia depois do nascimento, sem exigir dele uma fé
adulta e livre escolha, então não seria lógico
recusar o batismo às crianças dos pais cristãos,
por causa de tais exigências.
Por isso a Igreja Católica recomenda batizar as crianças
dentro do primeiro mês, após o nascimento.
Mesmo que as seitas não dêem valor à Tradição
Apostólica, cada homem honesto reconhece que os cristãos
dos primeiros séculos conheciam muito bem e observavam zelosamente
a doutrina e as práticas religiosas recebidas dos Apóstolos.
TOPO
3.
CONFISSÃO
ACUSAÇÃO : Os católicos confessam-se com os
padres, que também são pecadores; os crentes confessam-se
somente com Deus! - porque lemos na Bíblia: "Quem pode
perdoar os pecados, senão só Deus? ( Mc 2,7 ).
RESPOSTA: Quem negava a Jesus o poder de perdoar os pecados,
e até o taxava de blasfemador, eram os orgulhosos escribas.
Jesus, porém, lhes respondeu ( Mc 2,10 ): "Para que
saibas que o filho do homem tem na terra o poder de perdoar os pecados
..." Jesus curou o paralítico perdoado, à
vista deles.
Este poder de perdoar os pecados, Jesus o confiou aos homens pecadores,
aos Apóstolos e seus legítimos sucessores, no dia
mais solene, da sua Ressurreição, quando lhes apareceu
e disse ( Jo 20,21-23 ) : "Assim como meu Pai me enviou,
também eu vos envio a vós. Tendo dito estas palavras,
soprou sobre eles e disse-lhes: "Recebei o Espírito
Santo. Àquele a quem perdoardes os pecados, ser-lhe-ão
perdoados, e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhe-ão
retidos".
Não resta dúvida que sopro de Cristo ressuscitado
e as palavras: "recebei o ( dom do ) Espírito Santo..."
expressam claramente que os Apóstolos não obtiveram
o poder de perdoar os pecados em virtude de sua santidade ou impecabilidade,
mas como um dom especial, merecido por Cristo e a eles conferido,
em favor das almas, remidas pelo seu sangue derramado na cruz.
Daí dizer: "Eu não me confesso com os padres,
porque eles também são pecadores, demonstra igual
insensatez, como afirmar: "Eu não vou, com minha doença
procurar conselho e remédio dos médicos, porque eles
também ficam doentes".
Por isso os Católicos, mesmo que sejam papas, cardeais
e reis, dobram humildemente suas cabeças diante de tão
claras palavras de Jesus e confessam seus pecados diante dum simples
sacerdote, para receber o perdão de Deus.
Os outros crentes, porém, preferem ignorar estas palavras
de Jesus, e desprezar o grande dom de Jesus, no sacramento da Penitência.
Para motivar este procedimento, procuram na Bíblia vários
textos no sentido: "Convertei-vos... fazei penitência...
arrependei-vos, para que os vossos pecados sejam perdoados,... para
que sejais salvos".
Ninguém duvida de que o sincero arrependimento dos pecados,
com firme propósito de não pecar mais, e satisfação
feita a Deus e aos prejudicados, eram no Antigo Testamento condições
necessárias e suficientes para obter perdão de Deus.
O mesmo vale ainda hoje para todos os que desconhecem Jesus e
seu Evangelho: para os que não têm nenhuma ocasião
de se confessar: e são ainda condições necessárias
para obter perdão na boa Confissão. Mas quem no seu
orgulho não acredita na veracidade e obrigatoriedade das
palavras de Cristo Ressuscitado, com as quais ele instituiu
o sacramento da Penitência, e por isso não quer
se confessar, dificilmente receberá perdão!
Cada pecado é um ato de orgulho e desobediência contra
Deus. Por isso "Cristo se humilhou e tornou-se obediente
até a morte, e morte na cruz" ( Flp 2,8) para expiar
o orgulho e a desobediência dos nossos pecados, e nos merecer
perdão. Por isso ele exige de nós este ato de humildade
e de obediência, na Confissão sacramental, na qual
confessamos os nossos pecados diante do seu representante, legitimamente
ordenado. E, conforme a sua promessa: "Quem se humilha,
será exaltado e quem se exalta, será humilhado"(
Lc 18,14 ).
Alguns "crentes" aliciam os católicos para sua
seita com a promessa de que, depois do batismo (pela imersão)
estarão livres de qualquer pecado e nem poderão mais
pecar! Conseüuentemente, não precisarão mais
de nenhuma Confissão). Apóiam esta afirmação
nas palavras bíblicas de I Jo 3,6 e 9 : "Quem
permanece Nele, não peca, não o viu, nem o conhece"
e "Todo aquele que é gerado por Deus, não comete
pecado, porque nele permanece o germe divino ( a graça santificante)".
Em Resposta, lembro o princípio bíblico de
que entre as verdades bíblicas, reveladas por Deus, não
pode haver contradições. Por isso, as palavras menos
claras, devem ser esclarecidas por palavras mais claras ou pela
autoridade estabelecida por Deus ( Magistério da Igreja ).
Ora, o próprio João Apóstolo escreve em (
I Jo 1,8-10 ): "Se dissermos que não temos pecado algum,
enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está
em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é
fiel e justo, e nos perdoa os nossos pecados , e nos purifica
de toda a iniqüidade. Se dissermos que não temos
pecado, taxamo-Lo de mentiroso, e sua palavra não está
em nós."
Por isso a Tradição Apostólica interpreta as
palavras de I Jo 3,9: "Todo aquele que é gerado
por Deus não peca", no sentido de não
deve pecar gravemente", já que possuindo a graça
de Deus , tem suficiente força para vencer as tentações.
Enquanto as claras palavras em I Jo 1,8-10 falam dos pecados
leves - veniais; sendo somente Maria Imaculada livre de qualquer
mancha do pecado original e pessoal, em previsão dos méritos
antecipados de Jesus Cristo que a escolheu por sua Mãe.
Portanto, todos os homens adultos necessitam de Misericórdia
divina; e os sinceros seguidores da Bíblia recebem-na, agradecidos,
no sacramento da confissão.
TOPO
4.
A COMUNHÃO
ACUSAÇÃO: Por que os católicos comungam somente
sob as espécies do Pão, e os protestantes sob espécie
de Pão e Vinho, como Jesus fez na última ceia?
RESPOSTA: A diferença entre católicos e protestantes
é essencial, e bem maior do que parece:
A) - Os protestantes desligaram-se da sucessão dos
Apóstolos, por isso seus pastores não recebem o sacramento
da ordenação sacerdotal e não têm nenhum
poder espiritual a mais do que seus fiéis. Portanto, eles
"presidem" apenas "a ceia", como memória
- recordação da ÚLTIMA CEIA de Jesus. E nela
comem simples pão e bebem simples vinho, acreditando que,
por esta piedosa recordação, Cristo lhes comunica
sua graça e o seu amor.
B) - Os sacerdotes Católicos recebem no Sacramento
da Ordem, o sacerdócio ministerial, (realmente distinto do
sacerdócio comum dos fiéis, recebido no batismo),
pelo qual realizam na Santa Missa o duplo efeito 1°
- celebram a última Ceia de Jesus ; 2°- ( Dentro
desta comemoração, fazem o que Jesus fez nela antecipadamente):
tornam, presente ( aqui e agora ) o sacrifício
de Jesus na Cruz, consumado pela separação do
sangue esgotejado do corpo, simbolizado pela consagração
separada de pão e de vinho. É isto que Jesus ordenou
aos Apóstolos e seus legítimos sucessores no sacerdócio,
com as palavras: "Fazei isto em memória de Mim!"
(Lc22,19 ).
Este sacrifício de Jesus na cruz, perpetuado em cada
Santa Missa (que falta aos protestantes) ¾ sendo a principal
fonte de toda as graças ¾ é de máxima
importância. Por isso todos os católicos têm
a grave obrigação, pelo 1° Mandamento da Lei
da Igreja, de participar da Missa inteira nos domingos e festas
de guarda ( quando há possibilidade).
C) - As provas bíblicas sobre a real presença
de Jesus na Eucaristia são as seguintes:
a) Os Evangelhos foram escritos na língua grega, de alta
cultura, em que existem muitas expressões para os verbos
"simbolizar, significar, representar, lembrar, etc." No
entanto, os três Evangelistas e S. Paulo, ao descreverem a
Última Ceia de Jesus, usam exclusivamente a palavra "é":
Isto é o meu Corpo: este é o cálice do meu
sangue". ( Mt 26,26s; Mc 14,22s; Lc 22,19s; I Cor 11,23s.
b) Jesus falava ao povo simples, com palavras claras e compreensíveis.
Quando usava comparações, p.ex.: "Vós
sois o sal da terra: Vós sois a luz do mundo "; ninguém
reclamava, e não esperava ver os Apóstolos transformados
em imagens de sal ou de luz. Quando, porém, Jesus lhes disse:
"Este é o pão que desceu do céu, se alguém
comer deste pão, viverá eternamente: e o pão
que eu vos darei é a minha carne ( imolada ) pela vida do
mundo". (Jo 6,50- 51 ) ¾ então os judeus
o entendem verbalmente e reclamam dizendo: "Como pode Ele
dar-nos a comer sua carne?" E Jesus reafirma: "Em
verdade, em verdade Eu vos digo: se não comerdes a carne
do filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não
tereis a vida em vós... pois a minha carne é um
verdadeiro alimento e o meu sangue é uma verdadeira bebida.
Quem come deste pão viverá eternamente "( Jo
6,52-58 ) . Até muitos discípulos seus o entenderam
assim verbalmente, e por isso murmuraram e se retiraram dizendo:
"É dura tal linguagem; quem pode escutá-la? (Jo
6,60-66). Mas Jesus não se retrata, para os recuperar.
Pelo contrário, pergunta aos doze apóstolos: "Também
vós quereis partir?" E então Simão
Pedro dá a bela resposta da fé, em nome dos Apóstolos
e de todos os fiéis católicos: "Para quem iremos
nós, Senhor? Tu tens as palavras da vida eterna, e nós
cremos e sabemos que és o Santo de Deus". ( Jo 6,67-71).
Porém, somente na Última Ceia foi revelada a maneira
de alimentar-se com o Corpo e o Sangue de Jesus, velado sob espécies
de pão e vinho consagrados.
c) Outra prova bíblica sobre a verdadeira presença
de Jesus na Eucaristia, são as admoestações
de S. Paulo aos Coríntios: "E por isso, todo aquele
que comer o pão ou beber do cálice do Senhor indignamente,
torna-se culpado do corpo e do sangue do Senhor... Pois quem come
e bebe sem fazer distinção de tal corpo, come e bebe
a própria condenação". ( I Cor 11,27-29
).
e) A comunhão sob uma ou duas espécies não
constitui essencial diferença já que em cada pedacinho
de pão e em cada gota de vinho consagrados recebemos Jesus
inteiro, vivo e ressuscitado; como consta claramente de suas
palavras ( Jo 6,51-56 ): "Eu sou o pão vivo
que desceu do céu ... e o pão que Eu hei de
dar é a minha carne... Quem come a minha carne e bebe o meu
sangue, permanece em Mim e Eu nele". Claro, não é
um pouquinho de carne ou sangue que recebemos na santa Comunhão,
mas o "EU" de Jesus: a Pessoa do Filho de Deus Encarnado
¾ nosso Salvador.
Por isso os primeiros cristãos costumavam levar aos encarcerados
pela fé, somente o pão consagrado; e aos doentes que
não conseguem engolir um pedacinho da hóstia consagrada,
a Igreja recomenda administrar algumas gotas do vinho consagrado.
E em grupos, menores e bem preparados, pode-se administrar a Santa
Comunhão sob duas espécies. O que mais importa
é a viva fé, humildade e piedade diante deste Santíssimo
Sacramento do Amor! Daí, o 3º Mandamento da Lei
da Igreja nos obriga: Comungar ao menos uma vez por ano, pela
Páscoa da Ressurreição; e recomenda fazê-lo
em cada santa Missa!
Que pena que pela falta de fé no poder e no amor infinitos
de Jesus, tantos "crentes" se afastaram desta "árvore
da vida", presente entre nós até ao fim do mundo,
¾ na Eucaristia; apesar de suas palavras claras: "Se
não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes
o seu sangue, não tereis a vida em vós" ( Jo
6,53).
TOPO
5.
CASAMENTO - SACRAMENTO INDISSOLÚVEL?
ACUSAÇÃO: Por que a Igreja católica proclama
o matrimônio como sacramento indissolúvel? Os outros
crentes adotam simplesmente a lei civil sobre o casamento e o divórcio.
Qual é o ensinamento da Bíblia?
RESPOSTA: a) A Bíblia não deixa nenhuma dúvida
a respeito da indissolubilidade do matrimônio, como
consta de Mt 19,3-9. Nesta disputa com os fariseus acostumados
a repudiar facilmente as suas mulheres, Jesus lhes responde: "Não
lestes que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher
e disse: ¾ Por isso deixa o homem pai e mãe e une-se
com sua mulher e os dois formam uma só carne? ... Não
separe, pois, o homem o que Deus uniu". Acrescentaram eles:
¾
"Então, por que Moisés mandou dar-lhes libelo
de repúdio e despedi-la? Respondeu-lhes Jesus: ¾ Por
causa da dureza do vosso coração, permitiu-vos Moisés
repudiar as vossas mulheres, mas no princípio não
era assim". ¾ E agora, com a autoridade do divino Legislador,
Jesus restabelece a ordem primitiva, declarando: "Ora, Eu vos
digo: ¾ Todo o que despedir a própria mulher, salvo
o caso de concubinato, ( e não de adultério, como
traduzia-se erradamente), e casar-se com outra, comete adultério;
e quem casar-se com uma repudiada, comete adultério".
Em I Cor 7,10-11 S. Paulo reafirma a indissolubilidade do
matrimônio escrevendo: "Aos casados mando
( não eu, mas o Senhor ) que a mulher não se separe
do marido. E, se ela estiver separada, que fique sem casar, ou se
reconcilie com seu marido. Igualmente o marido não repudie
sua mulher". Portanto, segundo as expressas declarações
da Bíblia, não há mais lugar para o divórcio
e novo casamento, entre os cristãos casados.
b) Sacramento. Na carta aos Efésios ( Ef 5,25-33 ),
São Paulo recomenda aos maridos amarem suas esposas, "como
Cristo amou sua Igreja e se entregou a si mesmo por ela, a fim
de a santificar... para que seja santa e irrepreensível",
¾ e acrescenta: ¾ "Esse mistério (= sacramento)
é grande, quero dizer, com referência
a Cristo e a Igreja.
Por esse mistério ( sacramento ) o contrato natural do matrimônio,
e a convivência cotidiana do casal cristão, representando
e encarnando o amor fecundo de Cristo à sua Igreja, é
elevado a uma nova dignidade e realidade transcendental, ou ao plano
sacramental.
É verdade que nos primeiros séculos, nos tempos da
perseguição, o sacramento do matrimônio não
tinha ainda fórmulas prescritas, e era contraído no
ambiente familiar; mas a Igreja Católica nunca o entregou
às autoridades civis do Estado, ( como fazem muitos "crentes"),
e depois prescreveu em pormenores as exigências para sua válida
celebração na Igreja .
c) Mesmo que a Igreja Católica nunca aprove o divórcio,
em alguns casos o tribunal Eclesiástico do Matrimônio
pode declarar a nulidade dum "matrimônio", quando
depois de séria investigação fica provado que,
na celebração de tal "casamento" na igreja,
faltaram condições essenciais para sua validade, exigidas
pela lei da Igreja, ( idade, liberdade, etc. ). Isso não
é concessão do divórcio, mas apenas uma declaração
de que ¾ apesar da cerimônia religiosa, ¾ o
tal "matrimônio" não era validamente contraído,
isto é, nunca se realizou.
d) Para todos os casados vale a exortação bíblica
da carta aos Hebreus: "Seja por todos honrado o matrimônio,
e o leito conjugal sem mácula; porque Deus julgará
os fornicadores e os adúlteros" ( Hb 13,4 ).
TOPO
6
- CASAMENTO DOS PADRES?
Por que os Padres católicos não se casam? Assim haveria
mais vocações e menos escândalos. A própria
Bíblia o recomenda em I Tim 3,2: "É necessário
que o bispo seja irrepreensível; que tenha casado com uma
só mulher..."
RESPOSTA: S. Paulo não era casado. ( veja I Cor 7,8 ).
Numa das suas cartas ele recomenda: "Sejam meus imitadores,
como eu sou de Cristo". Escrevendo, pois, a Timóteo,
que também era bispo celibatário, não lhe
podia aconselhar casamento. Porém, por falta de candidatos
celibatários para a função episcopal ( naquela
época! ), ele lhe recomenda escolher também homens
casados ¾ virtuosos. Daí na sua carta ( I Tim 3,2
) ele não coloca acento nas palavras : "que seja casado"...,
mas nas palavras:...com uma só mulher... ¾ e
não com duas ou três, mesmo que sucessivamente,
¾ o que seria sinal de moleza e muita paixão, deixando
pouco zelo e dedicação para Deus e as almas. Em I
Cor 7,32-33 S. Paulo apresenta os argumentos em favor do celibato:
"O que está sem mulher, está cuidadoso das
coisas que são do Senhor, como há de agradar a Deus.
Mas o que está casado, está cuidadoso das coisas que
são do mundo, como há de dar gosto à sua mulher".
A Igreja Católica reconhece que a exigência do celibato
dos padres não é lei divina, mas de lei eclesial,
que em circunstâncias especiais poderia ser abolida, mas opta
pela maior perfeição, já que por este motivo
os Apóstolos de Jesus deixaram a convivência matrimonial
e familiar, para se dedicar inteiramente à propagação
do Reino de Deus, ¾ como consta de Lc 18,28-30: "Disse
depois Pedro: "Eis que nós deixamos tudo que nos pertence
para te seguir". Ele respondeu-lhes; "Em verdade vos
digo, não há ninguém que tenha deixado casa,
mulher, irmãos, pais ou filhos, por causa do reino de Deus,
que não receba o múltiplo no tempo presente, e
no século que há de vir, a vida eterna".
Assumindo livremente o celibato, o sacerdote imita a maneira de
viver de Jesus ¾ celibatário, ¾ inteiramente dedicado
às coisas do Pai e de seu Reino.
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7
- O PAPA
OBJEÇÃO: O Papa é a predita besta do apocalipse!
Pois em Ap 13,18 lemos: "quem tem inteligência, calcule
o número da besta, porque é número de homem:
este número é 666". Ora, o Papa é
chamado "Vigário do Filho de Deus" o que
se escreve em latim: Vicárius Filii Dei. Somando as
letras que em latim tem valor de algarismos, dá a soma de
666!:
| V
|
I
|
C
|
|
A
|
R
|
I
|
U
|
S
|
F
|
I
|
L
|
I
|
I
|
|
D
|
E
|
I
|
|
|
| |
|
|
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|
|
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|
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|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
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| 5
|
1
|
100
|
|
¾
|
¾
|
1
|
5
|
¾
|
¾
|
1
|
50
|
1
|
1
|
|
500
|
¾
|
1
|
=
|
666
|
RESPOSTA: A acusação mostra apenas insensatez
e ódio dos acusadores contra S. Pedro e seus sucessores.
vejamos:
a) O texto do Apocalipse ( Ap 13,18 ) exige que a Besta seja um
homem, e não um cargo ( de chefes da Igreja católica
) ocupado até agora por 264 Papas. Seria muito mais razoável
indicar como besta apocalíptica, um dos 18 reis da França
com o nome LUÍS ( ou qualquer outro Luís ) que se
escreve em Latim: Ludovicus, e que na contagem latina dá
também a soma 666: ou ainda a doutora adventista Ellen Gould
White mas, acusar estas pessoas, não interessa aos nossos
acusadores!
| L
|
U
|
D
|
O
|
V
|
I
|
C
|
U
|
S
|
|
|
| |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
| 50
|
5
|
500
|
|
5
|
1
|
100
|
5
|
|
=
|
666
|
| E
|
L
|
L
|
E
|
N
|
G
|
O
|
U
|
L
|
D
|
W
|
H
|
I
|
T
|
E
|
|
|
| |
|
|
|
|
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|
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|
|
|
|
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|
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|
|
|
|
|
|
|
|
| ¾
|
50
|
50
|
¾
|
¾
|
¾
|
¾
|
5
|
50
|
500
|
5+5
|
¾
|
1
|
¾
|
¾
|
=
|
666
|
b) Além disso, nenhum Papa usou o título de "Vigário
do Filho de Deus". Costumam chamar-se "Servo dos servos
de Deus", "Bispos de Roma", "Vigário
de Jesus Cristo", Patriarcas do Ocidente", etc.
c) No mesmo capítulo Ap 13,6-8 e 15, João descreve
a atuação desta Besta: " A Besta abriu
a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar
o seu nome, o seu tabernáculo e os que habitam o céu.
Foi lhe permitido fazer que fossem mortos todos aqueles que
não adorassem a imagem da besta".
d) Cada livro da Bíblia foi escrito e destinado, em primeiro
lugar, ao povo contemporâneo, da mesma época , e só
em segundo lugar poderia conter alguma profecia, referente aos tempos
futuros. Assim, João Evangelista escreveu o Apocalipse para
os cristãos da Ásia Menor, perseguidos pelo cruel
César Nero e seu sucessores, predizendo-se a vitória
final de Cristo sobre eles. Ora, estes cristãos não
entendiam, o latim, senão o grego e hebraico. ( E se por
acaso descobrissem, na tradução latina, esta acusação
contra o Papa, iriam rejeitá-la como calúnia diabólica;
pois tanto São Pedro, como os 30 Papas dessa época,
foram todos martirizados por sua fidelidade a Cristo).
Porém, eles facilmente calcularam o nome grego de Cesar Neron,
em caracteres hebraicos, desta maneira, da direita para esquerda:
| N
|
V
|
R
|
e
|
N
|
¾
|
R
|
a
|
S
|
e
|
Q
|
|
|
| |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
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| 50
|
6
|
200
|
|
50
|
|
200
|
|
60
|
|
100
|
=
|
666
|
Cesar Nero, sim, exigia para si as honras divinas e mandou matar
os Apóstolos Pedro e Paulo e milhares de outros cristãos
. O mesmo o faziam alguns de seus sucessores.
e) Para os verdadeiros cristãos o Papa era sempre o sucessor
de S. Pedro, atribuindo-lhe as seguintes promessas de Cristo:
Mt 16,18: "Eu digo tu és Pedro e sobre esta Pedra
edificarei a minha Igreja.. A ti darei as chaves do Reino dos
céus..."
Lc 22,31-32 "Simão, Simão, eis que satanás
vos procurou para vos joeirar como trigo, mas Eu roguei por Ti,
a fim que tua fé não desfaleça, e tu, uma
vez convertido, confirma os teus irmãos".
Jo 21,15-17: "Jesus perguntou a Simão Pedro:
Simão filho de João, amas-me mais que estes? Respondeu-lhe
ele: Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo! Diz-lhe Jesus: Apascenta
os meus cordeiros..." ( Apesar da anterior negação
de Pedro, predita por Jesus).
f) Para aqueles que ousam chamar o Papa de Anti-Cristo, que
deve aparecer pelo fim do mundo, responde João Apóstolo
na sua carta ( I Jo, 18-19 ): "O Anti-Cristo está para
vir, mas digo-vos que já agora há muitos anticristos...
Eles sairam de entre nós, mas não eram dos nossos;
Porque, se tivessem sido dos nossos, ficariam certamente conosco".
É claro que S. João era sempre unido a S. Pedro e
seus sucessores. Portanto o Anticristo sairá das fileiras
que abandonaram a Igreja Apostólica.
IIa ACUSAÇÃO: Jesus nasceu pobre
na gruta de Belém. Por que o Papa, em Roma, vive no rico
palácio do Vaticano ao lado da rica basílica de São
Pedro?
RESPOSTA: Numa parábola ( Mt 13,31-32 ) Jesus
compara a sua igreja ( o Reino dos céus) como o grão
de mostarda, que semeado cresceu e tornou-se grande árvore,
e em ramos aninharam-se aves vindas de toda parte.
Assim na vida de Jesus, esta sementinha da Igreja, era constituída
apenas da Sagrada Família; depois de 12 Apóstolos,
discípulos e santas mulheres. Jesus andava com eles e ensinava
o povo à beira do lago ou nos montes. Jesus não precisava
de casas nem de dinheiro. Para o culto divino e público Jesus
se servia de sinagogas e do magnífico templo de Jerusalém
. Nunca Proferiu uma só palavra contra a riqueza e beleza
do templo de Deus! ¾ Ao contrário, com energia expulsou
os profanadores ( Mt 21,12) e ( Mc 12,42 ).
Quando este Reino de Cristo ( sua Igreja ) tornou-se uma "grande
árvore", abrigando um milhão de pássaros
(= fiéis católicos), esta mesma Igreja necessita de
muitos e grandes templos para o culto divino e muitos edifícios
para a propagação e administração deste
Reino de Deus visível na terra.
Como no governo, há prefeitos como prefeituras, presidente
com palácios federais em Brasília, assim na Igreja
há Bispos e párocos com igrejas e suas moradas. E
há um Papa que preside toda Igreja. Dos departamentos do
Vaticano com seus auxiliares, administra a Igreja de Cristo, residindo
ali num modesto apartamento.
Além disso, os prefeitos, os governadores e presidentes
cada um tem sua esposa e filhos, casas e propriedades, e quando
morrem, deixam geralmente para os filhos e netos consideráveis
heranças. O mesmo o fazem os pastores de seitas cristãs.
O Papa, porém, a exemplo de Jesus, não tem para si
nem mulher nem propriedade nenhuma. E quando morre, deixa apenas
o bom exemplo e os ensinamentos para todos. Vive e morre pobre
como Jesus.
IIIa ACUSAÇÃO: Em Roma vendem-se
lembranças com fotografia e abenção do Papa,
que ele nunca abençoou nem viu. Que exploração!
RESPOSTA: Como Jesus curou à distância o servo do centurião
e a filha da mulher cananéia, sem contacto palpável
ou visual ( Mt 8,13 e 15,28 ), assim também a benção
do Papa age à distância, por sua intenção
e vontade. E o valor destas lembranças não é
o Papa, mas é destinado para boas obras.
Porém,
uma verdadeira exploração é o dízimo
cobrado ( no duro: 10% ) pelos pastores das seitas, em favor de
suas famílias, mesmo não sendo eles nem sacerdotes
do Antigo nem do Novo Testamento, e nem evangelizadores autorizados
pelos Apóstolos e seus legítimos sucessores.
TOPO
8-INTERPRETAÇÃO
DA BÍBLIA
OBJEÇÃO: Os profetas proclamam a plena liberdade individual
na interpretação da Bíblia. Por que a Igreja
Católica não a permite?
RESPOSTA: a) O triste resultado da livre interpretação
da Bíblia pelos protestantes é a divisão em
milhares e milhares de seitas, contrária à vontade
e oração de Jesus na Última Ceia: ( Jo 17,20-21
) "Não rogo só por eles, mas também
por aqueles que vão crer em mim, por meio da sua palavra,
para que todos sejam uma só coisa, assim como tu,
ó Pai, estás em mim e eu em ti; também eles
sejam um em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste".
Outro lastimável efeito nestas seitas é a negação
de alguns sacramentos e de muitas verdades importantes, contra
a expressa ordem de Cristo: ( Mt 28,19-20) "Ide, pois,
ensinar todos os povos.. ensinando-se a observar tudo o que vos
mandei".
A Igreja Católica zelava sempre para permanecer fiel
e obediente à vontade de Cristo. Por isso, apesar de
tantos séculos, tantas raças e línguas, guarda
firmemente a unidade e toda doutrina e todos os sacramentos recebidos
de Jesus. Por isso já S. Paulo a chamava "Coluna
e fundamento da verdade: ( I Tm 3,14-15 ). "Escrevo-te
para que saibas como deves portar-te na casa de Deus, que é
a Igreja de Deus vivo, coluna e fundamento da verdade".
O mesmo S. Paulo, zelando pela fidelidade doutrinal, exorta o bispo
de Creta: ( Tt 1,5-9 ) "... É preciso que o bispo
seja... aderindo firmemente à palavra fiel... para que
possa exortar a sã doutrina e relutar os que a contradizem".
b) Alguns protestantes argumentam em favor da livre interpretação
da Bíblia com as palavras de S. Paulo ( II Tim 3,14-17
): "Desde a infância você conhece as escrituras...Toda
a Escritura divinamente inspirada é util para ensinar,
para repreender, para corrigir, para formar na justiça, a
fim de que o homem de Deus seja perfeito, apto para toda a obra
boa". Pois bem; claro mas a obra boa por excelência,
recomendada por Jesus e igualmente por S. Paulo, repetidas vezes,
é a união de todos os cristão na mesma Igreja
¾ O Corpo místico de Cristo, na mesma fé,
na mesma doutrina e tradição apostólica. Pelo
contrário, as divisões e seitas são a pior
obra, nascida por uso leviano e lamentável abuso da Bíblia.
Escutemos, ainda, as claras advertências bíblicas da
carta de S. Pedro: ( II Pd 1,20) "Sabei, porém
antes de tudo, que toda profecia contida Escritura não
será sujeita à interpretação particular
". E mais para frente ele escreve: (II Pd 3,16 ) "Nas
quais ( cartas de S. Paulo) há algumas coisas difíceis,
que os indoutos e inconstantes adulteram, como fazem com outras
escrituras, para sua própria perdição".
c) Comparação com a vida social organizada.
Cada um de nós pode comprar livros medicinais, à vontade,
e estudá-los. Mas somente os que estudaram a medicina na
universidade e foram aprovados e diplomados como médicos,
são autorizados a dar consultas e receitas, ou fazer operações
nos hospitais. E ninguém de nós arriscaria submeter-se
à operação do coração, por um
"curioso" autônomo.
As mesmas regras valem na pilotagem dos aviões e navios.
Todos podem ler os livros de engenharia e pilotagem: somente os
pilotos aprovados e diplomados ficam autorizados a conduzí-los.
O mesmo vale na sociedade religiosa, organizada por Cristo, na sua
Igreja: Todos são convidados a escutar a voz da consciência
e a ler e meditar as Sagradas Escrituras. Porém em coisas
mais importantes difíceis e duvidosas, Jesus deixou-nos os
"médicos" e "pilotos" por Ele mesmo instruídos
e autorizados para curar e guiar as nossas almas na difícil
passagem para o porto da eternidade. Eles são os Apóstolos
e seus sucessores, os papas e bispos católicos. Só
eles têm a promessa de Cristo, de serem introduzidos pelo
Espírito Santo em toda a verdade. ( Jo 16,13 ). Daí
a garantia de Jesus: "quem vos ouve, a mim ouve; quem vos despreza,
a mim despreza; e quem me despreza, despreza aquele que me enviou".
( Lc 10, 16).
TOPO
9-
A BÍBLIA ¾ A ÚNICA FONTE DA FÉ?
OBJEÇÃO: Para os protestantes a Bíblia é
a única fonte da fé e da revelação divina,
enquanto os católicos reconhecem 3 fontes: A bíblia,
a tradição apostólica e o magistério
da Igreja. Quem tem razão?
RESPOSTA: A própria Bíblia não apresenta
nenhum dos livros sagrados, e não afirma em nenhuma parte,
ser ela a única fonte da fé e da Palavra de Deus.
Pelo contrário, lemos nela que por muitos séculos
Deus confiou oralmente a sua Palavra e Aliança a Noé
e a Abraão, que pela tradição oral passava
do pai para filhos por muitas gerações. ( Gen 4,8s
e 15,18s ). Também Moisés recebeu a Palavra e a Aliança
de Deus oralmente. E mesmo depois, quando escreveu os primeiros
livros da Bíblia, guardados na Arca da Aliança, o
ensinamento bíblico foi confiado ao sacerdote Aarão
e seus filhos. ( Lev 10,8-11 )
Também Jesus não escreveu e não mandou escrever
nenhum livro, mas escolheu, ensinou e autorizou oralmente os Apóstolos,
ordenando-lhes: "Foi-me dado todo o poder no céu e na
terra. Ide, pois, ensinar todos os povos... ensinando-os a observar
tudo o que vos mandei". ( Mt 28,18-20 )
Cumprindo esta ordem, os primeiros cristãos espalharam o
Evangelho por tradição oral, em toda a parte,
durante os primeiros decênios, como se pode ler nas seguintes
cartas de S. Paulo:
( Tt 1,5 ) "Deixei-te em Creta para que regules o que falta
e estabeleças presbíteros nas cidades, segundo
as prescrições que te dei". ( II Tm 2,1-2 ) "Tu,
pois, meu filho, fortifica-te na fé que está em Jesus
Cristo, e o que ouviste de mim diante de muitas testemunhas,
confia-o a homens fiéis, que sejam capazes de instruir
a outros".
( I Ts 2,13 ) "Não cessamos dar graças
a Deus, porque ao receberdes a Palavra de Deus, que de nós
ouviste, vós a recebestes não como palavra humana,
e sim ¾ o que realmente é ¾ Como Palavra de
Deus".
( II Ts 2,15) "Conservai as tradições que
aprendestes ou por nossas palavras ou por nossa carta".
Sobre
a autoridade de Pedro, reunido com os Apóstolos e presbíteros
em Jerusalém ( o Magistério ), temos um claro
testemunho em At 15,6-29): "Reuniram-se então os
Apóstolos e presbíteros para examinar a questão
( da circuncisão dos pagãos convertidos ). E depois
de ter discutido longamente, Pedro ergueu-se e disse: "...
Tendo nós sabido que alguns, saindo do meio de nós,
sem nenhuma ordem de nossa parte, vos perturbaram com discursos
que agitaram as vossas almas, aprouve a nós, depois
de nos termos reunido, escolher alguns homens e enviá-los
a vós... que vos exporão as mesmas coisas de
viva voz. Pareceu bem: ao Espírito Santo e a nós,
de não vos impor mais nenhum outro peso..."
Esta
autoridade Pedro tinha recebido de Jesus, quando lhe disse, (
Mt 16,18-19). "Eu te digo: tu és Pedro e sobre esta
edificarei a minha Igreja.. a ti darei as chaves do Reino dos céus,
e o que ligares na terra, ficará ligado nos céus;
e o que desligares na terra, ficará desligado nos céus".
Em Jo 16,12-13 Jesus acrescentou a promessa: "quando vier
o Espírito da verdade, guiar-vos-á por toda a verdade".
Portanto: Logica e cronologicamente, Jesus:
1° -Escolheu, autorizou e enviou os Apóstolos, sob a
presidência de Pedro, a evangelizar todos os povos, estabelecendo
assim o Magistério da Igreja.
2°- Este ensinamento, oral e pelas cartas, foi transmitido
pelos apóstolos, ¾ como Tradição Apostólica,
¾ aos bispos e presbíteros por eles escolhido e
consagrados: ( Mt 1,5: II Tim 2,12, I Pd 5,1-2 ) .
3° - Somente depois de mais de 2 séculos, |